segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Porta aberta
O amor realmente é uma porta aberta, não importa que seja uma frestinha, se alguém bater ela vai abrir. Nos enganamos quando acreditamos que nossos sonhos dependem de alguém, de encontrarmos uma pessoa pra dividirmos nossas vidas. Às vezes chegamos a pensar que essa pecinha do quebra-cabeça é alguém que já está na nossa história, é quando você diz "Agora sim vai pra frente!", mas na verdade a pessoa estava só de passagem, num papel coadjuvante, e por apostar todas as fichas, criam-se as ilusões e é aí que a tal porta se fecha. Depois de tudo, quando a realidade se instala na sua cabeça, quando tudo volta a ser o antes daquela pessoa, nós começamos a nos olhar e nos perguntar o porquê de algumas vezes apostarmos tão alto e sem medo do tombo da desilusão. Por que essa necessidade tão grande de ter alguém? Eu já escrevi aqui sobre ser feliz só, mas isso também é uma ilusão, é temporário, "é impossível ser feliz sozinho", não é? Logo a gente sente falta de alguém. Depois de deixar minha porta trancada por tanto tempo, resolvi deixá-la entreaberta, pra entrar aquele ventinho e quando realmente o amor chegar pedindo licença, vou deixá-lo passar. As oportunidades são como as linhas de telefone de antigamente, se você a mantém ocupada, podem ligar, você não vai atender e vai perder aquela ligação que podia ser importante. No amor é assim também, se a porta se fechar, ele não entra. Então diante disso, vou abrir minha porta e deixar a vida acontecer, deixar o medo de ser feliz acabar e juntar mais fichas pra apostar de novo. Tudo são escolhas, e como escolher é perder sempre, que ao menos eu escolha o novo, o que vem pela frente. Que eu tenha coragem de encarar meu futuro e as infinitas possibilidades que surgem. Quero ser feliz, quero amar, quero cor na minha vida e não quero mais me prender às minhas ilusões. Vou viver o real, enquanto minha porta está aberta esperando por alguém que está por aí, com a porta aberta esperando por mim também.
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