terça-feira, 27 de julho de 2010

O meu amigo

O que eu mais gosto da vida são as reviravoltas e surpresas. Há 2 anos atrás, quando eu estava desiludida e cansada das pessoas com quem me envolvia, conheci uma das peças mais importantes na minha existência. A minha vida mudou, eu era uma pedra que não ria e não sonhava mais e quando o conheci foi instantâneo e mútuo. Me envolvi, me apaixonei, vivi um amor platônico que me inspirava e me fez voltar a escrever. Vivemos poucas coisas, mas lembro de cada momento e de tudo que ele me disse. Nunca ninguém me entendeu tão bem. Posso dizer que é alguém que me conhece de verdade. Consegue adivinhar meus pensamentos, o que fazer pra me alegrar e aliviar onde dói. Algumas vezes acho que envio meu pedido de socorro com o meu coração, pois toda vez que precisei, ele apareceu. Sou muito feliz por tê-lo como meu amigo e mais feliz ainda por ele existir. Agradeço a Deus por esse anjo que cuida de mim, mesmo de longe. Sei que o tempo pode passar, muitas águas vão rolar em nossas vidas, mas ele vai sempre estar comigo aonde eu for. O que é de Deus, ninguém destrói. Meu sentimento é tão puro, um carinho tão grande, que pensar nele me faz bem, me acalma. Hoje sei que surgiu pra ser esse amigo tão especial que ele é. Eu me apaixonei e te amei como homem, porém hoje te amo como amiga, que pra nós foi muito melhor não? Nunca existiu alguém que pudesse me ouvir, me entender e me mudar como você. Obrigada por tudo, cada sorriso, cada carinho e cada milésimo de segundo que você dedicou a mim. Você é único! Meu calendário está lá em cima da minha mesa com seu recado "Daqui em diante... pra sempre!" e sim, meu amigo, vai ser pra sempre.


Pra você loirão.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Você sangra?

Amar é uma virtude. Só quem sabe amar sabe realmente o que sente. O amor não é banal. O "eu te amo" não é um bom dia que você dá ao vizinho ou ao porteiro do prédio. Pra se dizer o "eu te amo", temos que ter certeza absoluta do que sentimos. Amor existe, sim! É aquela coisa louca que te faz suar, te acelera o coração, te faz deitar a cabeça no travesseiro já querendo que o dia seguinte chegue logo, faz você querer uma coisa só quando acorda: olhar a pessoa que ama ao seu lado, ver que ela passou a noite ali e não era sonho. Eu já amei, sinto o amor, planto o amor. Saber amar não tem preço, é um dom. Podemos sofrer por amor, mas com certeza é melhor ter alguém para amar que não amar. Mesmo sendo um amar, verbo intransitivo, sentimos que estamos vivos. Posso parecer boba, mas não ligo, sabe por quê? Porque eu sei amar. Amo minha família, meus amigos, me amo, amo sozinha sem precisar de ninguém. Sabe quando dizem que amar é correr riscos? Sim, é verdade. Você passa a correr o risco de se machucar, sofrer, sangrar, mas também corre o risco de ser muito feliz, mesmo que não seja pra sempre. Além disso, o amor dá bons frutos. O amor não é coisa ruim, o que talvez seja ruim são as atitudes das pessoas que "escolhemos" para amar. Muitas delas, na maioria homens, não estão prontas pra receber o nosso amor, ainda não amaram ou não conseguem amar. Se você sofreu por amor, pode ter certeza que amar inclui saber sofrer. De uma certa forma é como cair e levantar de novo. Algumas vezes nos ferimos e depois isso sara, mas temos que saber sangrar. Quem sabe amar, sangra. Você sangra?

domingo, 4 de julho de 2010

O que é o amor?

Por crianças de 4 a 8 anos

"Amor é quando alguém te magoa e muito magoado você não grita porque sabe que isso fere os sentimentos dela."


"Quando minha avó pegou reumatismo, ela não podia se debruçar pra pintar as unhas dos pés e desde então é meu avô quem pinta pra ela, mesmo ele tendo artrite."


"Amor é quando uma menina coloca perfume e o garoto coloca loção de barba do pai e eles saem juntos e se cheiram."


"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente."


"Amor é quando você oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a pessoa te ofereça as batatinhas dela."


"Amor é quando você fala pra alguém uma coisa ruim sobre você e sente medo que essa pessoa não ame mais você por causa disso, aí você descobre que essa pessoa continua te amando e até te ama mais ainda!"


"Durante minha apresentação de piano, vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo e era a única pessoa de quem eu não sentia medo."


"Amor é você falar pro menino 'que camisa linda que você tá usando!' e daí ele passa a usar a camisa todo dia."


"Quando você tem amor por alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você."


"Você sabe o que é amor quando seu cachorro lambe a sua cara depois de ter deixado ele sozinho o dia inteiro."


"Jesus podia ter dito palavras mágicas pros pregos caírem do crucifixo, mas ele não disse. Isso é amor."


Essa pesquisa foi feita por professores e as respostas são realmente impressionantes. Por que é tão difícil pra um adulto ver o que uma criança enxerga com tanta clareza?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tempos de bonança (e egocentrismo)


Acho que finalmente depois de tanto tempo, sou auto-suficiente em felicidade. Vi a mulher que eu posso ser. Nunca me senti tão bonita e não só por um rosto bonito, chegou a hora de amar meu corpo também, me amo por completo. Gosto de me olhar no espelho, gosto de ver que eu estou bonita e bem, gosto de arrancar os fiu-fiu's na rua ou então aquele "O quê que é isso? Que loirão!", gosto do que estou me tornando e do que estou causando nas pessoas. Minha felicidade, exalada pela minha pele, fica por onde eu passo, como cheiro. Isso é tão transparente que quando chego a algum lugar, chamo a atenção não só de homens, mas mulheres, crianças e todo o resto. Estou aprendendo a ser uma pessoa diferente, não mais aquela bobona, nem aquele bebê, mas uma mulher que continua sensível como qualquer outra, mais reservada, mais centrada e mais realista. Estou com a cabeça reta forma que eu olhe pro chão por onde passo e olhe também para as estrelas. Descobri que não preciso de ninguém pra ser feliz. Pessoas até surgem pra somar e nos ajudar a criar mais momentos felizes, mas na verdade, estamos sempre sozinhos. Somos só nós quando olhamos no espelho. Essa felicidade enorme é só porque eu não preciso de nada, só de mim e eu me tenho todos os dias. "Ame a si mesmo antes de amar o outro", agradeço a Deus por descobrir isso e acho que tudo que acontece em nossa vida é pra que possamos aprender mais sobre ela. Adorei minha lição, pois encontrei meu grande amor: EU!

domingo, 27 de junho de 2010

Paixonites de infância

Quando somos crianças, o mínimo é o que basta pra nos apaixonarmos. Quem nunca se apaixonou pelo primo mais velho, pelo amigo do irmão, pelo professor ou ainda pelo amiguinho que vivia lhe maltratando? Eu me apaixonei por todos. Cada um em uma época. Mas de todos, sempre temos aquele que balançou mais, durou mais tempo. Com esse, nós sonhávamos só com um olhar, um sorriso ou um pegar de mão. E quando acontecia? Passávamos a pensar já no casamento e nos filhos que iríamos ter. Nessa fase é tudo tão I wanna hold your hand, não? Sinto falta dessa inocência de criança nas pessoas. Quando crescemos, essa pureza vira risos e esquecemos o que sentíamos. Uma coisa que aprendi é que o mundo é pequeno, redondo e dá voltas. Vamos "supor" que eu encontrasse minha paixonite de criança numa festa, ele me visse como mulher, e não mais como a priminha do amigo dele, e assim finalmente eu conseguisse realizar parte de um sonho de infância? Provaria as voltas que o mundo dá? Nunca podemos esquecer das nossas paixões de infância, porque se um dia uma delas reaparecer, mesmo que não venha a ser nada, pelo menos será uma noite ótima.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Segui a estrada

Cansei de ficar sentada à beira da estrada. Me vi esperando um ônibus já havia passado nessa estrada e que eu achava que passaria ali novamente, sem ter a mínima certeza. Sentei, esperei, vi carros, caminhões e nada do ônibus. Dias, noites, frio, calor, fome e nada. Eu tinha duas opções: continuava esperando sem ter certeza nenhuma de que ele passaria, ou seguia a estrada. Foram dias, semanas, 1 mês e mais alguma coisa, quando resolvi finalmente levantar e seguir a pé. Pensei: "Caso ele passe mesmo, vai me encontrar pelo caminho então faço sinal e subo." Assim segui. No meio do caminho encontrei uma casinha de uma família humilde, onde me deram comida e um lugar pra tomar banho. Segui minha caminhada, mais a frente encontrei uma barraquinha de frutas onde me alimentei novamente. Passaram outros ônibus que até adiantaram um pouco da minha viagem, mas nenhum deles me levaria ao meu ponto final. Hoje continuo na longa estrada, seguindo a pé e esperando o tal ônibus. Se ele aparecer, ótimo, se não, tudo bem também. Caminhei a boa parte da estrada sozinha, quem sabe não consigo chegar no lugar que desejo com as minhas pernocas?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Até quando?

Me pergunto se ainda vai durar muito. Imaturidade de ambas as partes, pra quê? Não somos nós, pelo menos não éramos assim. Vamos nos mancar? Mesmo que não tenhamos mais nada, nós nos gostamos demais pra deixar assim como está. Não estou confortável assim e você não é tão frio a ponto de gostar da coisa como está. Vamos crescer? Não é me apagando aqui ou ali que você vai conseguir me apagar da sua história e não é falando de você para os outros que eu vou te odiar. Não fomos ridículos, esse circo é que está ridículo. Eu aqui, você aí e essa fenda que nos separa da ponte que nos aproxima. Pra quê? Fui eu quem começou. Me desculpa por tudo? Mas você também acabou dançando conforme a música, fez o meu jogo, ficou com raiva e agiu por impulso. Temo por você, pois as mesmas pessoas que soltam coisa aí, são as mesmas que vêm soltar coisas aqui. Não queria descobrir nada, porque ia continuar achando que você valia a pena. Ainda preciso conversar com você, olhar no olho e dizer que eu refleti e que vi que você estava certo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Preciso escrever...

Quero falar, mas não quero dar satisfação e nem responder, então recorro ao meu velho "Cícero virtual". Não estou aguentando mais tanta insistência, só me diz pra quê? Quem não me quis foi você! Me dê o direito de não querer também? Tudo mudou desde o nosso último abraço, agora infelizmente eu sei quem você é. Tudo que eu admirava e me orgulhava em você virou pó. Nunca teria acontecido nada entre nós se eu te visse com os olhos de hoje. A única coisa boa foi o meu aprendizado. Não odeio, não amo, não sinto exatamente nada. A falta de sentimento, seja ele bom ou ruim, é a única coisa que tenho. Não deixei de amar da noite pro dia, só amei uma pessoa que nunca existiu e é ele que me faz falta. O que dói é saber que nunca mais vou vê-lo porque já conheço você que é uma realidade totalmente invertida dele. Carinho e respeito? Isso nunca existiu! Não vamos nos enganar, aliás te enganar, porque o pouco que eu sei já é o bastante pra constatar que foi tudo mentira. Por que resolver gostar de mim agora? Ter carinho, zelo, respeito agora que não estamos mais juntos? Não precisa desse papel, se poupe, não ligo pra isso. O mais importante você não tem mais, minha confiança. Hoje eu entendo quando dizem que confiança é adquirida com muito tempo e paciência, mas pode ser perdida em segundos. Isso é a base de qualquer relacionamento, amor ou amizade. Se eu já havia negado sua amizade, imagine agora? O que quero de você hoje? NADA. Não te desejo mal, nem bem, não desejo nada. Na verdade, você é de novo aquele cara que trabalha no andar de cima, cuja vida não sei nada. Se ainda significo alguma coisa, pode apagar, finja que não me conhece, pois vai ser melhor pra você. Nós já não somos mais os mesmos. Mudamos desde o último abraço. Não tem chance de voltar a termos tudo de volta e era isso o que eu temia. Agora você sabe. Não falo, não tenho mais contato com você pois não te conheço e não tenho vínculos com uma pessoa que não conheço. Vamos respeitar nossos espaços. Não quero ser grossa, estúpida, só não quero ter que pedir, mais uma vez, pra parar de falar comigo. O que você tem não é zelo, é insegurança de me deixar ir embora, aliás a mesma insegurança que eu tive quando você foi embora da minha casa. Nossa despedida já aconteceu e você não viu porque achou que poderia voltar quando quisesse. Já estou muito longe, mais perto de qualquer lugar que não seja onde você está. Não sou um brinquedo que você pode ter e deixar de lado a hora que bem entender. Penso e por isso não apanho mais de uma vez. Podemos deixar assim, você no seu canto e eu no meu?

domingo, 16 de maio de 2010

O que querer, eis a questão

Vida confusa, quero e não quero, agüento e não agüento, desisto e desdesisto. Deus, uma luz, por favor! Tô cansada de estar cansada, me rejeito por ser rejeitada, sofro por sofrer. Minha porto seguro, na verdade é meu ponto fraco. Tudo mudou da noite pro dia. Cada um no seu canto, tão perto mas tão longe. Preciso de uma válvula de escape e estou procurando isso onde não queria porque ele me nega. Como pude perder todo o meu significado, minha importância pra ele? Como alguém pode ser tão sem coração assim? Esqueceu tudo que nós passamos, cada momento e tudo o que disse? Será que foi da boca pra fora? Parecia tão real, tão verdadeiro e passou. Vejo agora que fui um passatempo, um conforto, uma cama quente. Até meus ciúmes acabaram, porque não me importo mais com quem ele está, como está e o que está fazendo. Como alguém que pode ter realmente uma importância na vida de outra pessoa, pode escolher ser mais um filho da puta? Por que ser odiado se pode ser sempre lembrado com saudade e sentimentos bons. Too late. Se ainda tiver alguma coisa, vai ser só meu brinquedinho, como fui o dele esse tempo todo. Por mais que ele diga não, sei que não tive importância nenhuma, e isso me deixa triste porque ele foi muito importante pra mim e ainda é, caso contrário eu não estaria escrevendo sobre ele agora. Torcia, e torço muito pra ser uma fase, mas ele me deu um chá de frieza, de rejeição, e acho que como em todas as outras relações que tive: PASSOU. E vai continuar passando...