domingo, 27 de junho de 2010
Paixonites de infância
Quando somos crianças, o mínimo é o que basta pra nos apaixonarmos. Quem nunca se apaixonou pelo primo mais velho, pelo amigo do irmão, pelo professor ou ainda pelo amiguinho que vivia lhe maltratando? Eu me apaixonei por todos. Cada um em uma época. Mas de todos, sempre temos aquele que balançou mais, durou mais tempo. Com esse, nós sonhávamos só com um olhar, um sorriso ou um pegar de mão. E quando acontecia? Passávamos a pensar já no casamento e nos filhos que iríamos ter. Nessa fase é tudo tão I wanna hold your hand, não? Sinto falta dessa inocência de criança nas pessoas. Quando crescemos, essa pureza vira risos e esquecemos o que sentíamos. Uma coisa que aprendi é que o mundo é pequeno, redondo e dá voltas. Vamos "supor" que eu encontrasse minha paixonite de criança numa festa, ele me visse como mulher, e não mais como a priminha do amigo dele, e assim finalmente eu conseguisse realizar parte de um sonho de infância? Provaria as voltas que o mundo dá? Nunca podemos esquecer das nossas paixões de infância, porque se um dia uma delas reaparecer, mesmo que não venha a ser nada, pelo menos será uma noite ótima.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Segui a estrada
Cansei de ficar sentada à beira da estrada. Me vi esperando um ônibus já havia passado nessa estrada e que eu achava que passaria ali novamente, sem ter a mínima certeza. Sentei, esperei, vi carros, caminhões e nada do ônibus. Dias, noites, frio, calor, fome e nada. Eu tinha duas opções: continuava esperando sem ter certeza nenhuma de que ele passaria, ou seguia a estrada. Foram dias, semanas, 1 mês e mais alguma coisa, quando resolvi finalmente levantar e seguir a pé. Pensei: "Caso ele passe mesmo, vai me encontrar pelo caminho então faço sinal e subo." Assim segui. No meio do caminho encontrei uma casinha de uma família humilde, onde me deram comida e um lugar pra tomar banho. Segui minha caminhada, mais a frente encontrei uma barraquinha de frutas onde me alimentei novamente. Passaram outros ônibus que até adiantaram um pouco da minha viagem, mas nenhum deles me levaria ao meu ponto final. Hoje continuo na longa estrada, seguindo a pé e esperando o tal ônibus. Se ele aparecer, ótimo, se não, tudo bem também. Caminhei a boa parte da estrada sozinha, quem sabe não consigo chegar no lugar que desejo com as minhas pernocas?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Até quando?
Me pergunto se ainda vai durar muito. Imaturidade de ambas as partes, pra quê? Não somos nós, pelo menos não éramos assim. Vamos nos mancar? Mesmo que não tenhamos mais nada, nós nos gostamos demais pra deixar assim como está. Não estou confortável assim e você não é tão frio a ponto de gostar da coisa como está. Vamos crescer? Não é me apagando aqui ou ali que você vai conseguir me apagar da sua história e não é falando de você para os outros que eu vou te odiar. Não fomos ridículos, esse circo é que está ridículo. Eu aqui, você aí e essa fenda que nos separa da ponte que nos aproxima. Pra quê? Fui eu quem começou. Me desculpa por tudo? Mas você também acabou dançando conforme a música, fez o meu jogo, ficou com raiva e agiu por impulso. Temo por você, pois as mesmas pessoas que soltam coisa aí, são as mesmas que vêm soltar coisas aqui. Não queria descobrir nada, porque ia continuar achando que você valia a pena. Ainda preciso conversar com você, olhar no olho e dizer que eu refleti e que vi que você estava certo.
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