domingo, 27 de junho de 2010
Paixonites de infância
Quando somos crianças, o mínimo é o que basta pra nos apaixonarmos. Quem nunca se apaixonou pelo primo mais velho, pelo amigo do irmão, pelo professor ou ainda pelo amiguinho que vivia lhe maltratando? Eu me apaixonei por todos. Cada um em uma época. Mas de todos, sempre temos aquele que balançou mais, durou mais tempo. Com esse, nós sonhávamos só com um olhar, um sorriso ou um pegar de mão. E quando acontecia? Passávamos a pensar já no casamento e nos filhos que iríamos ter. Nessa fase é tudo tão I wanna hold your hand, não? Sinto falta dessa inocência de criança nas pessoas. Quando crescemos, essa pureza vira risos e esquecemos o que sentíamos. Uma coisa que aprendi é que o mundo é pequeno, redondo e dá voltas. Vamos "supor" que eu encontrasse minha paixonite de criança numa festa, ele me visse como mulher, e não mais como a priminha do amigo dele, e assim finalmente eu conseguisse realizar parte de um sonho de infância? Provaria as voltas que o mundo dá? Nunca podemos esquecer das nossas paixões de infância, porque se um dia uma delas reaparecer, mesmo que não venha a ser nada, pelo menos será uma noite ótima.
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